terça-feira, 1 de setembro de 2020

Auxílio emergencial será de R$ 300 por mais quatro meses, confirma Bolsonaro


Por Blog Chapadinha 24 Horas

Ao lado de lideranças do Congresso e do ministro Paulo Guedes, da Economia, o presidente Jair Bolsonaro confirmou, na frente do Palácio do Alvorada, uma Medida Provisória (MP) para estender, por mais quatro meses, o auxílio emergencial, mas em valor menor, de R$ 300.


"R$ 600 é muito para quem paga, e às vezes é insuficiente para todas as necessidades (para quem recebe). Decidimos, até atendendo [Ministério da] Economia, o valor de R$ 300, em nome da responsabilidade fiscal", disse Bolsonaro.

 

Em um curto discurso, Paulo Guedes ressaltou que o novo valor de R$ 300 mensais para o auxílio "é o possível". Mais tarde, na comissão mista do Congresso Nacional que acompanha as medidas do governo no combate à pandemia, o ministro disse que a prorrogação é uma “tentativa de aterrissagem suave”.


“Essas são as últimas camadas de proteção social que estamos lançando”, acrescentou, referindo-se a medidas de emergência adotadas para enfrentar os efeitos econômicos da covid-19.

 

Daqui até o fim do ano, segundo o ministro, ainda virá “uma enxurrada de dinheiro”. “Até começar os desembolsos do auxílio emergencial leva um tempo.” Até o momento, disse Guedes, foram desembolsados 45% dos recursos. “Menos de metade”, ressaltou. Ainda faltam 55%. “Nunca tantos recursos chegaram aos Estados e municípios antes, mas não chegou nem a metade do total [liberado].”


Após a divulgação da prorrogação do auxílio, o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), afirmou em nota enviada à imprensa, que a bancada do partido na Casa apoiará a decisão do governo de prorrogar o auxílio emergencial.


“A bancada do PSDB reconhece o esforço do governo para prorrogar o auxílio emergencial com mais quatro parcelas. Sem dúvida, essa é uma importante medida e que terá o apoio do PSDB na Câmara, pois não só garante a necessária continuidade da assistência aos brasileiros que sofreram o impacto da pandemia, como também estimula a recuperação da economia”, disse Sampaio.

 

O auxílio é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados, como forma de dar proteção emergencial durante a crise causada pela pandemia da covid-19. O benefício começou a ser pago em abril, e foi estabelecido em três parcelas de R$ 600.

Cerca de 4,4 milhões (6,5%) de domicílios brasileiros sobreviveram, em julho, apenas com a renda do auxílio emergencial pago pelo governo federal para enfrentar os efeitos econômicos da pandemia de covid-19. Entre os domicílios mais pobres, os rendimentos atingiram 124% do que seriam com as rendas habituais, aponta estudo publicado na última quinta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).


A ajuda financeira também foi suficiente para superar em 16% a perda da massa salarial entre as pessoas que permaneceram ocupadas, segundo a análise que usa como base os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (Colaboraram Lu Aiko Otta, Renan Truffi, Marcelo Ribeiro e Raphael Di Cunto, de Brasília).


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